maio 17, 2013

Culto à mesquinhez


Sua notável beleza, com longas e macias madeixas contradiz com seu teor sarcástico ao falar. Na verdade, não sabemos ao certo quem senta ao nosso lado. O fuxico, o vocabulário chulo e a fala ininterrupta, cheio de atropelos, tirou-me o cochilo. Um culto à mesquinhez. Infeliz de quem está próximo ouvindo. Pelo jeito, hoje estou sendo o premiado. Aquele que não fala o que quer, mas está sendo forçado a ouvir o que não quer. Os longos minutos dessa prosa alheia me faz lembrar de outras prosas. Aquelas que saem do nada e que levam a lugar nenhum. Santa ignorância. Queria me levantar e mudar de poltrona, mas perderia a vez. Queria aplicar-lhe um corretivo, mas o bom senso e o equilíbrio não me permite. Afinal de contas, o que tenho haver com isso? Resta-me somente tolerar.