
Uma potranca, como ele definia vulgarmente uma jovem vizinha de longos cabelos pretos e de pele branquinha como os vestidos das noivas puritanas, que inexperiente nas questões amorosas, viu adentrar de supetão seu respectivo lar, num berreiro de dar dó, consolada pelo seus entes queridos, por ver seu homem que lhe confiou toda a sua felicidade, surpreendentemente deixá-la e tomar o rumo das algazarras da infidelidade e das bebedeiras. Para ele, um sarrista e observador nato das circunstâncias que lhe avizinha, foi mais um banquete para ridicularizar e desdenhar daqueles que se entregam aos amores desmedidos. Porém o destino, num xeque-mate, também haveria de colocá-lo à prova, tratando de colocar em seu caminho, uma potranca, uma temperamental mulher, para se apaixonar e vivenciar as oscilações do amor.

Foto: Felipe Tonello