Muitos pensadores se reuniram para avaliar o impacto dessa tecnologia, semelhante aos replicadores da série Star Trek, que poderia acabar da noite para o dia com as mazelas que afligem o nosso mundo, principalmente a fome. Os pensadores mais visionários ficaram entusiasmados com o avanço que a humanidade teria, entretanto cautelosos com a possibilidade do mau uso do dispositivo por parte de uma minoria. À espreita da situação, avaliaram o real nível de amadurecimento das pessoas em lidar com o dispositivo e com isso chegaram em prováveis cenários.
Num desses cenários, algumas pessoas poderiam abusar desse recurso de abundância para satisfazer seus caprichos, se entregando na criação desmedida de bens materiais e produtos alimentícios.
Num cenário mais preocupante, algumas pessoas de mente destrutiva poderiam criar coisas para satisfazer seus instintos mais cruéis e primitivos, como armas por exemplo. O inventor desse dispositivo assegurou que nele há uma tecnologia de segurança, que permite limitar a criação de certas coisas.
Talvez algumas pessoas com crenças enraizadas em relação à escassez e sobrevivência, poderiam criar coisas para depois estocá-las, com a premissa de que os recursos do planeta estariam se esgotando devido a superpopulação mundial e por causa das mudanças climáticas.
Também algumas pessoas poderiam usar o dispositivo para criar dinheiro em vez de coisas que garantiriam seu bem-estar, tamanho o nível de programação que o sistema financeiro incutiu em suas mentes.
De acordo com os pensadores, a maioria das pessoas usariam o dispositivo com sabedoria, suprindo seus itens de primeira necessidade e também adquirindo bens que tragam um conforto saudável para suas vidas.
Num cenário mais inspirador, haveria muitas pessoas de consciência coletiva, que de posse do dispositivo, se entregariam em causas urgentes, como a ajuda humanitária para os desabrigados e para os famintos.
