
"Se não possui algo de bom para falar, melhor não dizer nada". E assim, seguindo o percurso econômico das palavras, o monossilábico rapaz dosava o conteúdo do que falava. Desenvolveu um modo de abster-se de palavras vãs e inconsequentes. Suas pausas acompanhadas de uma boa dicção, sugeria um ótimo orador. Suas respostas curtas e objetivas, sem mais delongas, era de uma secura evidente, entretanto muito verdadeiro. Elegeu a palavra "não" como a primeira de seu dicionário. Sim, a palavra "não", tão difícil de ser falada, terrível, mas necessária. Somando um adendo a máxima "você é o que come" para "você é também o que fala", acreditava que a educação refina os membros do corpo, vide os traços bem desenhados de sua boca e de seus dentes. Por assim dizer, o que menos fala talvez é o que mais ouve e isso é uma grande virtude.



