
Voltando para sua casa, o homem de meia-idade caminhava num ritmo lento e casual. Entretanto o que chamava a atenção eram seus ombros joviais que se faziam curvados como se estivesse pronto para seu desenlace. Visível, sua curvatura não deixava mentir. Era uma culpa desmedida e incoerente pois acreditava ter magoado seu amigo. Porém, na sua andança, foi parar em suas mãos um desses simples cartões que nos são entregues por mil ruas desmerecidos de nossa atenção, e nele estava um confortante trecho, um calmante para sua extenuante agitação. Dizia: "Ter um amigo é importante. Mais importante é compreender que você, como ele também, pode em algum momento não fazer jus a essa amizade. Muito mais importante, é você compreender que uma atitude desaprovada sua ou dele, não quer dizer que foi má intencionada, e com isso, não dariam mais crédito a essa amizade. Pois não sabem o que estão fazendo. No entanto, sábio é aquele que continua a dar crédito a uma amizade por mais defeituosa que seja."
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