
Aquele suntuoso exército cercou o povo humilde. Naqueles tempos antigos, a truculência suplantava o diálogo na aquisição de terras. O contraste era grande. De um lado, um maquinário de guerra com homens bem treinados. Do outro, um povo pacífico, que empregava armas somente para caça. No entanto, houve um diálogo. O líder da plebe prestou-se à falar, ao mesmo tempo que, por entre cabeças de seu povo, surge num enrolado de panos carregado por uma singela mulher, um notável bebê, não como forma de escudo, mas de misericórdia. O caudilho daquele exército viu aquele bebê com reverência, porque refletia o brilho dos raios do sol daquela resplandescente manhã, tal como santo, muito mais do que todos os componentes metálicos do seu maquinário de guerra. "Onde há uma criança, não há conflito, muito menos guerra" - disse o líder da plebe. Com isso o caudilho num gesto, fez baixar sessenta bocas de canhão, desengatar trezentas baionetas e guardar cerca de oitocentos espadins.
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