setembro 02, 2011
Percepções
Cheguei a dobrar os meus joelhos para tocar e compreender a textura daquela areia finíssima, cujos grãos se esvaneciam delicados e resplandecentes por entre os meus dedos. Isso me levou a desconfiar que existem coisas ainda mais deslumbrantes sob as minhas pegadas. O vento que soprava, contornava com toda a sua intensidade o meu corpo rijo, que porventura também costuma endireitar e curar àqueles cujos membros de seus corpos se encontram imperfeitos. Tinha o som do oceano, ainda que imutável e indiferente, foi capaz de afirmar em meus ouvidos que o silêncio não é necessariamente a ausência do som. Ainda, algo dentro de mim, como um sexto sentido, mostrava que por detrás da tempestade que se aproxima lá fora no oceano, descortina uma agradável surpresa.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário