
Era meio da madrugada em uma noite cintilante e profunda. Sobre os infinitos grãos de areia da praia um grupo de pessoas deixam suas cantorias e pensamentos serem levados pela brisa incessante. Ali nem tudo era alegria. De repente, num levantar denso e silencioso, uma moça caminha em direção ao meio da praia. Ninguém naquele grupo parecia interessada em ouvi-la e sua presença ali não era notada. As músicas e a bebida pareciam ter mais importância do que seu desabafo. Sentada, teve a horrenda idéia de mergulhar no oceano revolto daquela noite, para sei lá, refrescar sua mente febril. Esse ato insano parecia intencional. Dentre aqueles que estavam nas cantorias, apenas um a seguiu. Prestativo, paciente e sempre atento ao que se passa ao seu redor, como poucos hoje em dia, a moça teve a sorte de encontrar naquele momento delicado de sua vida, alguém, tão somente um, jóia rara, para aproximar-se dela com delicadeza e decisão para salvá-la e ser seu manso e fiel confidente.
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