Ah, minha carranca. Salvou-me por inúmeras vezes das armadilhas em meu caminho. Seja por terra, seja por água, de boiúna à boitatá, não há imaginário sobrenatural que me venha intimidar. Repreendeu, amiúde, os meus impulsos mais agudos por rios, vilas, aldeias e outras localidades que poderiam representar um perigo para a minha integridade. Dos bandoleiros, dos insidiadores e das magias negras. Avisou-me dos perigos naturais das selvas, dos animais e de águas desconhecidas. Só não tive a orientação acerca das mulheres nas quais me envolvi. Para isso, não existe uma fórmula que possa combater a causa, somente os efeitos. Quantas paixões vividas sob o luar e que foram enterradas ali mesmo, na areia das praias de água doce... De fato, é das mulheres que eu devo temer.
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