
Parou a beira-mar. Olhou para cima e para os lados. Figuras estranhas desenhavam o céu. As ondas batiam fortemente no píer e o vento forte curvava as árvores e as placas de publicidade. Pessoas corriam apressadas em busca de um abrigo qualquer em meio a chuva que vinha mais forte. Parado ali, fincado naquele metro quadrado muito particular como se estivesse numa bolha, tudo estava calmo, incrivelmente calmo. Não sentia o vento contornar sua face. Estava na posição de observador. Alguns notavam sua presença, outros não. Os que notavam ficaram atônitos ao verem que no interior daquele excelso homem, estava incrustado afirmações em incandescentes letras de vermelho fulgor que diziam: "semelhante a uma sólida coluna", "nem mesmo envergarei", "no olho da tormenta tudo é paz e harmonia".
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